- Cada estágio de uma startup combina com um tipo diferente de capital.
- Startups de base científica têm uma vantagem: acesso a fomento não reembolsável, que não dilui os sócios.
- Misturar fontes, como fomento e investimento privado, costuma ser a estratégia mais eficiente.
As fases e o capital de cada uma
1. Ideia e pesquisa aplicada
- Recursos próprios, bolsas e projetos de pesquisa.
- Fomento não reembolsável para inovação, como editais de fundações de amparo à pesquisa e programas federais.
2. Validação e primeiros pilotos (pré-seed)
- Investidores-anjo, que aportam recursos e experiência.
- Programas de aceleração.
- Editais de subvenção econômica para empresas inovadoras.
3. Primeiros clientes e tração (seed)
- Grupos de investidores-anjo e fundos de seed.
- Investidores estratégicos, como indústrias interessadas na tecnologia.
4. Crescimento (Série A em diante)
- Fundos de venture capital.
- Corporate venture capital, braços de investimento de grandes empresas.
- Linhas de crédito para inovação, quando a empresa já tem receita previsível.
Dinheiro que dilui e dinheiro que não dilui
- Não dilui: fomento não reembolsável, prêmios, receita de clientes e alguns tipos de crédito.
- Dilui: investimento em troca de participação, seja direto ou por instrumentos conversíveis.
Para uma spin-off, usar fomento e pilotos pagos nas fases iniciais permite chegar às rodadas de investimento com mais evidências e um valuation melhor.
Leia também: Valuation de startup: como calcular o valor de uma empresa em estágio inicial e Pitch deck: modelo de 10 slides para startups de base científica.
Como escolher o investidor
Dinheiro é igual. Investidor não é. Antes de aceitar uma proposta, avalie:
- Experiência no setor: ele entende de saúde, energia, indústria ou o que for o seu mercado?
- Rede: ele abre portas para clientes, parceiros e próximos investidores?
- Horizonte de tempo: tecnologias científicas costumam levar mais tempo para maturar.
- Condições do acordo: valuation, direitos, cláusulas de saída e governança.
Perguntas frequentes
Startup de base científica precisa de investimento privado?
Nem sempre no início. Muitas avançam com fomento e pilotos pagos. Para escalar, o capital privado costuma ser necessário.
Posso combinar fomento e investidor-anjo?
Sim, e é comum. Só é preciso respeitar as regras de cada edital.
Quanto tempo leva uma rodada?
Varia bastante. Rodadas iniciais podem levar alguns meses entre as primeiras conversas e a assinatura.
Não sabe qual capital buscar agora?
A Pegaso ajuda a montar o plano de captação da sua tecnologia.
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