- Pitch deck é a apresentação curta que resume o negócio para investidores, parceiros e clientes estratégicos.
- Em startups científicas, o maior risco é transformar o deck em defesa de tese: tecnologia demais, mercado de menos.
- Dez slides bem escolhidos bastam. O resto vai para o anexo e para o data room.
O que é um pitch deck
Pitch deck é uma apresentação curta, geralmente entre 10 e 15 slides, que conta a história do negócio: que problema ele resolve, para quem, como, por que agora e por que esse time. Ele serve para abrir conversas, não para fechar o investimento. Os detalhes vêm depois, nas reuniões e na análise do investidor.
O modelo de 10 slides
- Problema: a dor do cliente, com um número que mostre o tamanho dela.
- Solução: o que a empresa entrega, descrito pelo resultado, não pela técnica.
- Tecnologia e diferencial: por que é difícil copiar. Patente, know-how, dados, parcerias.
- Mercado: quem compra, quantos são e quanto pagam hoje para resolver o problema.
- Modelo de negócio: como a empresa ganha dinheiro e quanto vale cada cliente.
- Tração: pilotos, clientes, receita, cartas de intenção, parcerias industriais.
- Concorrência: as alternativas que o cliente usa hoje e por que a sua é melhor.
- Time: quem faz o quê, com destaque para quem vai vender.
- Plano e uso dos recursos: quanto você está captando e que marcos esse dinheiro destrava.
- Contato e próximo passo: o que você quer que o investidor faça depois da reunião.
Leia também: Investimento em startups: qual capital buscar em cada fase e Valuation de startup: como calcular o valor de uma empresa em estágio inicial.
Como falar da tecnologia sem jargão
Comece pelo efeito, não pelo mecanismo. Em vez de explicar o princípio físico, diga o que muda para o cliente: menos custo, mais velocidade, um resultado que antes era impossível. Uma imagem ou um gráfico de antes e depois vale mais que três parágrafos técnicos. Se o investidor quiser se aprofundar, ele vai pedir, e aí o anexo técnico entra em cena.
Em spin-offs, inclua também o nível de maturidade da tecnologia e a situação da propriedade intelectual. São perguntas que vão aparecer de qualquer forma. Para entender esse ponto, veja o artigo sobre patentes.
O que cortar
- Histórico detalhado da pesquisa.
- Fórmulas, diagramas complexos e tabelas extensas.
- Projeções financeiras com dez anos de detalhe.
- Slides que repetem a mesma ideia com outras palavras.
Antes de enviar
Tenha duas versões: uma para enviar por e-mail, que precisa se explicar sozinha, e outra para apresentar ao vivo, mais visual. E prepare a próxima etapa: um data room organizado com cap table, contratos de licença, documentação técnica e números. Se o investidor gostar do deck, é para lá que ele vai olhar.
Perguntas frequentes
Quantos slides deve ter um pitch deck?
Entre 10 e 15 é o mais comum. O importante é que cada slide responda a uma pergunta que o investidor vai fazer.
Devo colocar o valuation no deck?
Normalmente não. O deck mostra quanto você está captando e para quê. O valuation costuma ser discutido na negociação.
O mesmo deck serve para cliente e investidor?
Não. O cliente quer saber como você resolve o problema dele. O investidor quer saber como o negócio cresce e devolve o capital.
Vai montar ou revisar seu pitch?
A Pegaso ajuda a transformar pesquisa em uma história que investidor entende.
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